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Deputado americano pede investigação do Fisco sobre grupo da Irmandade Muçulmana após relatório do MEF sobre campanha de Abdul El-Sayed

O deputado Keith Self perguntou ao Fisco americano se a Islamic Society of North America violou a proibição federal que impede entidades 501(c)(3) de interferir em campanhas eleitorais

FILADÉLFIA – 17 de setembro de 2026 – O deputado Keith Self (republicano do Texas) busca respostas do Internal Revenue Service (IRS), o Fisco americano, depois que uma investigação do Middle East Forum (MEF) documentou a atuação da campanha de Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado, dentro de uma convenção religiosa isenta de impostos. Self, integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA, pediu formalmente que o IRS investigue se a Islamic Society of North America (ISNA) violou a proibição federal que impede organizações 501(c)(3) de intervir em campanhas eleitorais.

Em carta de 16 de setembro ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, Self citou reportagem exclusiva do MEF sobre possíveis violações de financiamento de campanha e da legislação tributária em torno da participação de El-Sayed na 63ª Convenção Anual da ISNA, em Detroit, Michigan.

Leia a íntegra da carta do deputado Self.

“Os contribuintes não devem ser obrigados a subsidiar uma organização sem fins lucrativos que age como comitê de campanha da Aliança Vermelho-Verde”, escreveu Self no X, em referência à parceria política entre esquerdistas e islamistas.

O projeto Focus on Western Islamism (FWI), do MEF, constatou em 9 de setembro que a campanha de El-Sayed mantinha um estande completo de expositor dentro do salão da convenção, à frente do balcão de inscrições da ISNA, sob faixas com os dizeres “Abdul for US Senate” (Abdul para o Senado dos EUA) e “Muslims for Abdul” (Muçulmanos por Abdul). O estande pedia doações para a campanha, oferecia camisetas por contribuições de US$ 50 e exibia QR codes que direcionavam os presentes a doar ou a se voluntariar. Funcionários da campanha agitavam cartazes, distribuíam panfletos e os deixavam espalhados pelas cadeiras da convenção antes e depois do discurso de El-Sayed.

O FWI relatou ainda que um funcionário da campanha no estande tentou pedir uma doação a um redator do FWI depois de saber que ele não era cidadão americano, o que pode configurar violação das restrições federais a contribuições de campanha feitas por estrangeiros e envolver a equipe de El-Sayed. Self pediu ao IRS que “encaminhe essa informação à agência competente”, observando que a jurisdição sobre tais contribuições cabe à Comissão Eleitoral Federal.

Durante a sessão principal, o presidente-executivo da ISNA, Azhar Azeez, apresentou El-Sayed a cerca de 1.000 presentes como “o candidato democrata de Michigan ao Senado dos EUA em 2026” e o elogiou antes de ele falar. Azeez disse depois que a ISNA, como entidade religiosa sem fins lucrativos, não endossa nenhum partido ou candidato e, em seguida, afirmou à plateia que a comunidade muçulmana é “muito inteligente, muito sábia” e “sabe[m] exatamente que decisão tomar”. A carta de Self classifica essa linguagem como “uma referência clara a como os presentes deveriam votar”.

A carta também cita o histórico da ISNA como “cúmplice não indiciada” no julgamento da Holy Land Foundation, caso emblemático de financiamento do terrorismo que envolveu dezenas de ativistas e organizações islamistas por supostamente atuarem como rede de apoio ao Hamas, e a suspensão, em 2018, da filial canadense da ISNA pelas autoridades tributárias do Canadá diante da suspeita de que recursos por ela transferidos pudessem ter chegado ao grupo terrorista Hizbul Mujahideen.

Self pediu ao IRS que examine se a ISNA “participou ou interveio, direta ou indiretamente, em uma campanha política” durante a convenção, se forneceu espaço, pessoal ou outros recursos à campanha, e que revise sua “atual condição de isenção fiscal e de entrega de declarações, inclusive se suas atividades permanecem compatíveis com os requisitos da seção 501(c)(3) e se ela cumpre as exigências federais aplicáveis de declaração de informações”. Ele pediu resposta por escrito em até 30 dias. A ISNA reivindica a isenção aplicável a igrejas e não apresenta ao IRS a declaração anual do Formulário 990.

“Não se tratava simplesmente de um candidato comparecendo ao evento de uma organização religiosa”, escreveu o deputado Self. “Este é um exemplo de uma campanha política ativa operando dentro do espaço de uma convenção da ISNA e usando isso como oportunidade para pedir dinheiro, recrutar voluntários e defender a eleição de um candidato específico.”

“Parabenizamos o deputado Keith Self por agir com rapidez diante das constatações da investigação do Middle East Forum”, disse Benjamin Baird, diretor do MEF Action. “O Congresso tem a responsabilidade de garantir que organizações beneficiadas com isenção fiscal sigam as regras, e o deputado Self demonstrou o tipo de fiscalização ágil que essas denúncias exigem.”

“A isenção fiscal não é licença para operar uma máquina política”, afirmou Gregg Roman, diretor-executivo do MEF. “O Middle East Forum continuará atuando como cão de guarda, seguindo o dinheiro e expondo os esforços islamistas para influenciar a política americana.”

Sobre o Middle East Forum

O Middle East Forum, fundado em 1994, promove os interesses americanos no Oriente Médio e protege os valores ocidentais das ameaças islamistas por meio de pesquisa, ativismo e apoio a aliados.

Para divulgação imediata Para mais informações, contato: Gregg Roman info@meforum.org +1 (215) 546 5406

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