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Jihadista gravou quatro vídeos de terror 48 horas antes de atropelamento mortal

Italianos se revoltam com os € 6.500 pagos a terrorista marroquino como bolsa universitária

Jules Gomes é estudioso da Bíblia e jornalista radicado em Roma.

Counterterrorism experts suspect that Salim El Koudri’s May 16, 2026, car-ramming in Modena, Italy was a deliberate Islamist terrorist attack, pointing to the driver’s planning, choice of location and time, and other data points uncovered in the investigation.
Italianos estão revoltados com o fato de Salim El Koudri, jihadista de origem marroquina, ter recebido € 6.500 em bolsas de estudo públicas e depois gravado quatro vídeos que pregavam a destruição da Itália, antes de atropelar pedestres em Módena e matar Monica Esposito.

Um jihadista de origem marroquina, que já havia recebido um auxílio público de estudos do governo italiano, gravou quatro vídeos nos quais defendia a destruição da Itália e atacava os judeus antes de atropelar sete pedestres com seu carro em Módena, no norte da Itália, em 16 de maio, segundo novas informações de investigadores.

Salim El Koudri, 31, formado em economia empresarial, chamou os italianos de “bastardos cristãos de m****” e disse que iria “queimar o seu Jesus Cristo na cruz”. Ele gravou três vídeos dentro do carro e um em casa entre 15 e 16 de maio, com duração de quatro a dez minutos.

“A Itália deve ser destruída”, diz El Koudri em um dos vídeos. Ele explica a motivação para buscar a destruição do país: “Somos escravos dos americanos.” Também ataca os ricos e os judeus. El Koudri fala em italiano e inglês, com trechos em árabe.

Nos vídeos, faz ameaças: “Vou matar” e “Estou atacando agora.” O jihadista também ataca seu local de nascimento, na região de Bérgamo, e faz referências à arte da guerra sem explicar as razões. Além disso, El Koudri publica os vídeos no Instagram, onde não tem seguidores, e depois os apaga da sequência de postagens, mas eles permanecem em seu celular.

Jihadista pesquisou informações terroristas na internet

El Koudri fez centenas de buscas na internet e nas redes sociais por informações sobre treinamento jihadista, os atentados contra o Charlie Hebdo e em Manchester, terrorismo islamista e também sobre as Brigadas Vermelhas, grupo paramilitar marxista-leninista de extrema esquerda, nas semanas e nos dias que antecederam o ataque. Chegou a criar o domínio “11.September.2001.”

A polícia encontrou os vídeos em seu celular e os enviou para a DIGOS (Divisão de Investigações Gerais e Operações Especiais) em Bolonha, para análise. A Promotoria de Bolonha, que tem os vídeos desde 8 de junho, descreveu os desabafos de El Koudri como “frenesi raivoso”.

As evidências são um fator decisivo para que especialistas descartem doença psiquiátrica como causa do ataque a pedestres com um Citroën C3, que matou Monica Esposito, 55, e levou duas mulheres a amputar as pernas.

“El Koudri fazia buscas específicas on-line dia sim, dia não [sobre] Isis, Estado Islâmico”, disse Liborio Cataliotti, advogado da família Esposito. “Para que um ato seja definido como terrorista, ele precisa ter o objetivo de induzir terror” e “desestabilizar instituições”, verificando-se a consciência do indivíduo.

Desmorona a tese da doença mental do agressor

A advogada Deborah De Cicco, que representa Giovanni Esposito, um dos irmãos de Monica, pediu o exame e a avaliação de “cada detalhe dos vídeos” e das pesquisas do jihadista na internet “por quem estuda essas dinâmicas e seu simbolismo”. Ela disse não ser especialista em islã, de modo que uma avaliação especializada “é necessária para garantir que eu não deixe escapar nenhum detalhe crucial”.

“Não estamos falando de um louco”, enfatizou o chef Ermanno Muccini, vítima do ataque. “O agressor está com raiva de nós, dos italianos e do nosso Cristo, porque não está satisfeito com o que tem. Ele queria incendiar a universidade onde estudou?”, perguntou Muccini, que ainda sofre com lesões nos braços e no pescoço e não pode voltar ao trabalho.

Políticos e meios de comunicação de esquerda descartaram de imediato um viés islamista no ataque, insistindo que El Koudri sofria de transtornos mentais esquizoides desde 2022. Mas, em entrevista coletiva naquela noite, a prefeita de Módena, Fabrizia Triolo, representante do governo central na província, confirmou que o autor não estava sob efeito de substâncias psicotrópicas, informou o Focus on Western Islamism (FWI).

“Hoje descobrimos que, nos dias que antecederam o massacre, El Koudri não só enviou e-mails dizendo que todos os cristãos deveriam ser exterminados, como também fez vídeos declarando que a Itália deveria ser destruída”, observou o parlamentar italiano Galeazzo Bignami.

“Há um problema maior do que aqueles que vêm aqui para islamizar nosso país: são aqueles que, renunciando à nossa identidade e à nossa história, querem deixá-los fazer isso por razões econômicas, políticas e eleitorais”, advertiu.

Italianos se revoltam com bolsa para terrorista

Enquanto isso, italianos manifestaram indignação com o financiamento público de € 6.585,33 que a ER.GO, a Agência Regional para o Direito ao Ensino Superior da Emília-Romanha, concedeu a El Koudri ao longo de três anos letivos, de 2014 a 2017, enquanto ele cursava a graduação em Economia Internacional e Marketing na Universidade de Módena e Reggio Emilia.

A ER.GO oferece aos estudantes bolsas que vão de € 433 a € 7.171 por ano, conforme a renda familiar e a situação do aluno, além de serviços de moradia subsidiada e auxílio-moradia em toda a Emília-Romanha, vales-refeição subsidiados e acesso aos restaurantes universitários.

“Estamos pedindo às autoridades regionais [da Emília-Romanha] que façam uma revisão minuciosa dos critérios e procedimentos usados para destinar recursos públicos”, afirmou o senador Michele Barcaiuolo, coordenador regional do partido Fratelli d’Italia na Emília-Romanha.

“O modus operandi de El Koudri tem todas as marcas de um ataque deliberado, certamente não o ato impulsivo de um louco”, disse ao FWI Giovanni Giacalone, especialista em terrorismo do International Team for the Study of Security Verona. “Ele dirigiu o carro de casa até uma área central de pedestres numa tarde de sábado — horário de pico de circulação de pessoas. Fez ziguezagues, tentando esmagar os pedestres contra as laterais da rua, antes de bater o carro e sair dele armado com uma faca.”

“Ele também declarou a intenção de raspar a barba como forma de purificação antes do ato — um ritual clássico do terrorismo islamista. Além disso, buscou informações sobre ataques anteriores no estilo do Estado Islâmico”, enfatizou Giacalone. “Foi, de fato, o primeiro ataque com carro cometido por um terrorista islamista na Itália.”

Giacalone observou que seria complexo deportar El Koudri porque ele tem cidadania italiana, mas que a Itália precisa considerar uma legislação para revogar a cidadania em casos de terrorismo.

“Vamos desmontar a bobagem da esquerda: em Módena, precisamos falar de um ataque islâmico genuíno, não de um louco com problemas de saúde mental. A verdade está à vista de todos”, escreveu no Twitter Isabella Tovaglieri, deputada italiana no Parlamento Europeu.

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