Onde o oleoduto Leste-Oeste realmente queimou
Bagdá afirma que os drones partiram de Maysan, mas dados térmicos e uma imagem óptica posterior ao ataque situam os danos num trecho de 110 quilômetros a sudeste de Medina, a 1.100 quilômetros dali.
Gregg Roman é diretor-executivo do Middle East Forum, organização de pesquisa aplicada em políticas públicas. Em 2014, a Jewish Telegraphic Agency o incluiu entre os “dez líderes judeus mais inspiradores do mundo” e, antes disso, foi assessor político do vice-ministro das Relações Exteriores de Israel e trabalhou no Ministério da Defesa israelense. Palestrante frequente sobre assuntos do Oriente Médio, Roman já prestou depoimento no Congresso dos EUA e no Knesset e participa de canais internacionais de notícias como Fox News, i24NEWS, Al Jazeera, BBC World News e os Canais 12 e 13 de Israel. Estudou segurança nacional e comunicação política na American University e no Interdisciplinary Center, em Herzliya, e já escreveu para The Hill, Newsweek, Los Angeles Times, Miami Herald e Jerusalem Post.

Na manhã de quinta-feira, 10 de setembro, drones atingiram o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, a linha de 1.200 quilômetros que vai de Abqaiq a Yanbu e que escoa a maior parte das exportações do reino desde que o Irã fechou o estreito de Ormuz. O Ministério da Energia interrompeu a operação da linha “como medida de precaução” e informou que houve feridos. Em seguida, o Ministério das Relações Exteriores disse que os drones vieram do Iraque e que Riad, a pedido do primeiro-ministro iraquiano, Ali Falih al-Zaidi, havia “optado por não responder neste momento”. Na madrugada de sábado, Bagdá afirmou que sua investigação havia rastreado os lançamentos até a província de Maysan, na fronteira com o Irã, e exonerou o comandante do Comando de Operações de Maysan. Esse é todo o registro público.
A Aramco não informou quais instalações foram atingidas, com que gravidade nem quando os fluxos serão retomados. Por isso, o Middle East Forum recorreu a satélites. Os instrumentos VIIRS a bordo do Suomi NPP e do NOAA-20 registram, a cada passagem, qualquer pixel de 375 metros mais quente do que o entorno. Extraímos todas as detecções no corredor do oleoduto entre 12 de agosto e 12 de setembro e comparamos os dois dias de ataque com os 29 dias anteriores. A pergunta era simples: quais incêndios eram novos? Então, na manhã de sábado, chegou uma imagem óptica de 10 metros do local mais atingido, e ficou clara a resposta.
O que queimou e o que não queimou
Sete. Todos ficam na faixa de domínio do oleoduto, ao longo de 110 quilômetros de linha a sudeste de Medina, e nenhum registrou uma única detecção nas quatro semanas anteriores. Imagens comerciais de base, sem data, mostram o que existe em cada um deles, e uma imagem óptica anterior ao ataque, de 7 de setembro, confirma o traçado.
O sítio 3, a 23,959 N 40,054 E, é um complexo completo de estação de bombeamento: parque de tanques, salas de turbinas e manifolds de tubulação dentro de um recinto cercado de cerca de 700 metros de extensão. Estava em chamas às 13h09, hora local, de 10 de setembro, na primeira passagem de satélite após o ataque, com 61 megawatts, e ainda queimava com 31 a 45 megawatts nas duas passagens noturnas, às 1h33 e 1h54 da manhã seguinte. Na passagem diurna seguinte, às 12h47 de 11 de setembro, a estação não apresentou detecção alguma. Um incêndio dessa dimensão, queimando por pelo menos 13 horas, aponta para petróleo armazenado ou equipamentos de processo, não para a linha enterrada.
A imagem óptica captada às 11h03, hora local, de 12 de setembro, elimina a dúvida. Uma marca de fuligem e queimadura cobre todo o recinto e se estende cerca de 800 metros a nordeste ao longo da via de acesso, cerca de 12 hectares ao todo, segundo nossa contagem de pixels. Cinco dias antes, a mesma imagem mostrava um parque de tanques e salas de turbinas em terreno limpo. Com 10 metros por pixel, não é possível dizer se os tanques desapareceram, mas uma marca desse tamanho não resulta de uma ruptura na linha; resulta da queima do conteúdo da estação no lugar em que estava. O próprio comunicado do Ministério da Energia, que situou os ataques nas regiões de Medina e Riad, é compatível com essa leitura.
Os sítios 1 e 2, a 18 e a 66 quilômetros a leste da estação de bombeamento, têm traçado idêntico: uma pequena instalação de válvulas no corredor, ao lado de um grande quadrado com diques e uma plataforma central. Parecem fossas de alívio, onde o petróleo é queimado quando um trecho da linha precisa ser esvaziado em emergência. Ambos se acenderam em 10 de setembro. O sítio 1 ainda produzia 93 megawatts às 12h47, hora local, de 11 de setembro, e 31 megawatts às 14h28, na mesma passagem em que a estação de bombeamento já estava apagada. Ou se trata de uma queima controlada muito longa, ou a linha foi atingida duas vezes em 48 horas, que é exatamente do que, segundo fontes iraquianas disseram à Alhurra, Riad se queixara em caráter reservado. Nenhuma das duas leituras está confirmada. Nas passagens noturnas de 11 de setembro, nenhum dos sete sítios registrou detecção. A imagem óptica de 12 de setembro mostra um pequeno ponto incandescente dentro de cada uma das duas fossas às 11h03, hora local, compatível com o fim de uma queima; as passagens térmicas das 12h30 e das 14h10 daquela tarde não registraram nada em nenhum dos sete sítios.
Os sítios 4 a 7 são quatro pequenas instalações espalhadas por 20 quilômetros de faixa de domínio, de 25 a 45 quilômetros a oeste da estação de bombeamento, cada uma a 300 a 800 metros da linha mapeada. Aparecem apenas em passagens noturnas, com 6 a 18 megawatts. Um pixel de 375 metros não distingue um ponto de impacto de um respiro.
Os sete novos incêndios estão em um único trecho de 110 quilômetros de uma linha de 1.200 quilômetros. Tudo o mais que queimava ao longo do corredor naquela noite já queimava na semana anterior.
Esse último ponto importa porque, nas primeiras 24 horas, comentários de fontes abertas contabilizaram como dano todo pixel quente próximo ao oleoduto. Nossa linha de base mostra nove sítios ao longo do corredor que queimam rotineiramente, acesos em cinco ou mais dos 29 dias anteriores ao ataque. O maior deles, perto de 25,26 N 48,1 E, na metade leste da linha, produziu 189 megawatts em 10 de setembro, o que parece alarmante até se constatar que produziu 221 megawatts num dia comum do mês anterior. Não encontramos nenhum incêndio novo em qualquer ponto da metade leste da linha, inclusive na região de Riad citada pelo ministério; se drones atingiram algo ali, nada deixaram que um pixel térmico de 375 metros pudesse ver. O Payne Institute, da Colorado School of Mines, chegou a conclusão compatível a partir de seus dados Nightfire: a maior parte da atividade detectada ocorreu em pontos de queima conhecidos, com dois deles entrando em regime de queima emergencial, um a uma taxa próxima de 0,4 bilhão de metros cúbicos por ano, enquanto as temperaturas de combustão se mantiveram dentro da faixa anterior de cada sítio.
As duas leituras não se contradizem, e vale explicitar a diferença porque ela define o que os incêndios significam. Um catálogo de queimadores construído ao longo de anos lista toda instalação que algum dia queimou; nossa linha de base de quatro semanas lista apenas as que queimavam no mês anterior ao ataque. Uma fossa de alívio que fica inativa por anos e é acesa uma vez em emergência é “conhecida” no primeiro sentido e “nova” no segundo. É isso que são os sítios 1 e 2: infraestrutura existente fazendo aquilo para que foi construída, ou seja, receber o conteúdo de um trecho isolado da linha e queimá-lo. Uma temperatura de combustão estável com salto de volume é exatamente essa assinatura. É também o argumento mais forte contra as alegações iniciais de oito pontos de ruptura ao longo da linha. O que o catálogo não resolve é o sítio 3. Um queimador arde numa chaminé ou numa fossa e deixa limpa a planta ao redor; a imagem de 12 de setembro mostra uma queima que cobriu o próprio recinto. A queima nos sítios 1 e 2 foi a resposta. O incêndio no sítio 3 foi a causa.
Mais um sinal aparece cerca de 900 quilômetros a leste. Três sítios de processamento na área produtora de Ghawar, que enviam petróleo para Abqaiq e para a captação do oleoduto, apresentam detecções diurnas às 13h09, hora local, de 10 de setembro, de 35 a 70 megawatts, contra um máximo de 1 a 10 megawatts nos mesmos pontos no mês anterior. A leitura mais provável é queima a montante: a linha estava fechada e a produção não tinha para onde ir. Isso é inferência, não medição. A Arábia Saudita informou produção de petróleo de 6,24 milhões de barris por dia em agosto, a menor desde 1990; um oleoduto fechado empurra esse número ainda mais para baixo.
Por que a geografia é a história
A declaração de Bagdá de que os drones vieram de Maysan é o fato mais consequente da semana, e o mapa mostra por quê. De Amara, capital da província, até a estação de bombeamento incendiada são cerca de 1.100 quilômetros em linha reta, dos quais aproximadamente 800 dentro do espaço aéreo saudita, depois de cruzar a fronteira perto do ponto triplo com o Kuwait. Os drones sobrevoaram ou passaram ao largo da região de Riad, o espaço aéreo em torno da capital, para chegar a um alvo no Hejaz. Em maio de 2019, quando drones houthis atingiram as estações de bombeamento 8 e 9 perto de Afif e Dawadmi, voaram cerca de 950 quilômetros desde Sanaa; aquele ataque foi tratado como um divisor de águas. Este veio da direção oposta, voou mais longe e chegou mais fundo.
O alcance e o foco em instalações fixas estreitam o campo. Analistas de fontes abertas associaram os ataques de julho vindos do Iraque a drones de ataque de uso único de projeto iraniano, das classes Shahed 131 e 136. Entre os tipos em poder das facções, apenas essa classe cobre 1.100 quilômetros com margem e, dentro dela, o menor Shahed 131, com alcance estimado em cerca de 900 quilômetros, não cobre; o Shahed 136, com alcance estimado em 2.000 quilômetros ou mais e ogiva de 20 a 50 quilos, cobre. Isso é uma inferência a partir do alcance, não uma identificação. Fontes da inteligência iraquiana disseram à Alhurra que operadores não iraquianos que entraram no Iraque em março e abril conduzem os lançamentos a partir da fronteira leste, e que o objetivo é incriminar facções iraquianas, em vez de agir por meio delas. Acredite-se ou não na segunda afirmação; a primeira se encaixa em Maysan, onde a fronteira iraniana e a logística das Forças de Mobilização Popular se sobrepõem.
A infraestrutura petrolífera saudita já foi atingida pelo norte, a partir do Iraque, em julho e novamente em setembro, além do ataque de abril e dos ataques houthis vindos do sul. Em julho, Riad revidou junto com os Estados Unidos. Em setembro, optou por esperar.
Essa contenção é uma escolha política com preço. O ataque de 8 de abril, horas depois do cessar-fogo, foi atribuído por fontes do setor ao próprio Irã. Em 28 de julho, aeronaves sauditas e americanas atacaram grupos alinhados ao Irã no Iraque depois que drones vindos de território iraquiano atingiram instalações petrolíferas nas regiões Leste e de Riad; as Forças de Mobilização Popular disseram que pelo menos 20 pessoas foram mortas. Riad passou então a trabalhar para reparar a relação: em 7 de agosto, seu chefe de inteligência viajou a Bagdá. O ataque de quinta-feira testou esse reparo, e a resposta saudita, uma ameaça transmitida por telefone, segundo a Alhurra, e uma decisão pública de não retaliar, joga o problema no colo de al-Zaidi. Ele respondeu com os instrumentos disponíveis a um Estado fraco: a demissão de um general, um conselho de investigação, uma operação policial em Anbar que apreendeu 47 drones e 46 munições numa antiga borracharia e, no sábado, a destituição do chefe de polícia de Maysan, o encaminhamento dos diretores de segurança da província para investigação e o fechamento da passagem de Shalamcheh com o Irã. Nada disso atinge as facções. A missão da coalizão liderada pelos EUA no Iraque termina em 30 de setembro. A mesma data é o prazo que o próprio al-Zaidi fixou para colocar sob controle do Estado as armas fora dele, e as facções negociam cumpri-lo transferindo arsenais às Forças de Mobilização Popular, o que as deixaria nas mesmas mãos sob um rótulo estatal. Um lançamento a partir de Maysan três semanas antes desse prazo é uma declaração sobre quem controla a fronteira, e não é o primeiro-ministro.
A exposição que Yanbu deveria eliminar
O oleoduto é a resposta do reino ao fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã. Foi construído com esse propósito em 1981, durante a guerra Irã-Iraque, como uma linha de petróleo de 56 polegadas e uma linha de líquidos de gás natural de 48 polegadas; a segunda foi convertida para petróleo depois do ataque a Abqaiq em 2019, e foi assim que a capacidade nominal subiu de 5 para 7 milhões de barris por dia. A Aramco afirma que pode movimentar até 7 milhões de barris por dia, dos quais cerca de 5 milhões se destinam à exportação por Yanbu e 2 milhões abastecem refinarias da costa oeste. Desde março, Yanbu passou de escoadouro secundário, carregando menos de 800.000 barris por dia, ao principal; os rastreadores de petroleiros estimavam os carregamentos de setembro entre 2,9 e 3,7 milhões de barris por dia antes do ataque, conforme o fornecedor dos dados. Riad já discutiu acrescentar 1 a 2 milhões de barris por dia de capacidade. O gargalo não é a tubulação, e sim o porto: os dois terminais de petróleo de Yanbu têm capacidade nominal de carregamento de 4,5 milhões de barris por dia, 1,5 milhão em Yanbu Norte e 3 milhões em Yanbu Sul, e fontes de mercado situam o teto efetivo mais perto de 4 milhões. Como argumentou nosso colega Umud Shokri em julho, a linha alivia a pressão sem eliminar o risco: é um alvo fixo de 1.200 quilômetros de extensão que termina num porto dimensionado para tempos de paz.
O ataque de 8 de abril mostrou com que rapidez a Aramco consegue se recuperar quando uma estação de bombeamento é danificada: a vazão caiu 700.000 barris por dia e a capacidade plena foi declarada restabelecida em 12 de abril. Desta vez, o ministério fechou toda a linha, e o registro térmico mostra uma estação ainda queimando no segundo dia, além de queimas de alívio em dois sítios. Uma interrupção mais longa é possível. Ela ocorre na semana em que os houthis tomaram Mokha, Dhubab e a ilha de Perim e se puseram a cavaleiro do Bab al-Mandab, a saída que os petroleiros de Yanbu precisam usar para chegar à Ásia. O porta-voz dos houthis afirmou na sexta-feira que a navegação permanecia segura para todas as embarcações, exceto as sauditas, sujeitas a um veto anunciado em julho. O trânsito de petróleo saudita pelo Bab al-Mandab já havia caído a quase zero em agosto. Os barris foram para o norte: os petroleiros agora descarregam em Ain Sokhna no oleoduto SUMED e recarregam em Sidi Kerir, no Mediterrâneo, onde os carregamentos somaram em média cerca de 2,2 milhões de barris por dia ao longo de cinco semanas, quase o triplo do normal, com 43% rumo à Ásia pelo caminho longo, via Gibraltar e o Cabo. Ormuz está fechado e o Bab al-Mandab agora está vedado a cascos sauditas: as duas rotas de exportação do reino estão sob pressão de clientes do Irã ao mesmo tempo, e a única linha que alimentava a solução alternativa foi atingida de uma terceira direção. O Brent superou os US$ 100 na quinta-feira.
O que observar
Quatro coisas mostrarão se a paciência de Riad com Bagdá vai se sustentar. Primeiro, a estação de bombeamento. A marca de 12 hectares é visível da órbita; imagens de maior resolução mostrarão se faltam tanques, e isso dirá mais sobre o prazo de reparo do que qualquer comunicado. Segundo, Maysan: prisões, ou apenas uma demissão. Terceiro, as aeronaves sauditas, e se voltarão ao espaço aéreo iraquiano. Quarto, Washington. Em julho, aeronaves sauditas e americanas atacaram juntas grupos alinhados ao Irã no Iraque; a missão da coalizão liderada pelos EUA no Iraque termina em 30 de setembro e, depois dessa data, as perguntas sobre quem policia Maysan e se o modelo de julho voltará cabem tanto a Washington quanto a Riad. Washington tem motivo próprio para se importar: o diesel americano superou US$ 6 o galão pela primeira vez na sexta-feira, a US$ 6,05, alta de mais de US$ 2 em um ano, com a gasolina a US$ 4,29, e as eleições de meio de mandato são em novembro. O Ministério das Relações Exteriores do reino “reserva-se o direito de tomar todas as medidas” para proteger sua infraestrutura. O registro de satélite diz qual é essa infraestrutura: uma estação de bombeamento, duas fossas de queima e quatro sítios menores em 110 quilômetros de linha a sudeste de Medina, atingidos a 1.100 quilômetros de distância. Riad tem a mesma imagem. A questão é o que fará com ela.
Nota metodológica: as detecções são registros de incêndio ativo do VIIRS, com resolução de 375 metros, dos satélites Suomi NPP e NOAA-20, obtidos no serviço GIBS da Nasa e processados pelo Middle East Forum. Um sítio “novo” é aquele sem detecção em um raio de 2 quilômetros entre 12 de agosto e 9 de setembro de 2026. A potência radiativa é medida no momento da passagem e não é uma medida de dano nem de volume de gás. As funções dos sítios foram inferidas a partir de imagens de base Esri/Maxar, sem data, e não foram confirmadas pela Saudi Aramco. Os registros foram extraídos à 01h00 UTC, 09h30 UTC e 14h30 UTC em 12 de setembro; as extrações posteriores completaram os registros de 11 e 12 de setembro e não alteraram nenhum dos sete sítios. As imagens ópticas são cenas em cores reais, com 10 metros, captadas às 11h03, no horário local, em 7 e 12 de setembro de 2026; a área da marca de queimada é uma estimativa por diferença de pixels feita pelo Middle East Forum. O traçado do oleoduto vem do OpenStreetMap, com base em dados da EIA e em imagens do Bing. Todos os números são medições não auditadas do MEF, oferecidas ao lado, e não no lugar, de declarações oficiais.
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