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Ben-Shabbat: guerra não terminará enquanto palestinos sonharem com a vitória

Em novo estudo, o ex-assessor de segurança nacional de Israel sustenta que as conquistas militares israelenses desde 7 de outubro são necessárias, mas insuficientes

FILADÉLFIA, 19 de outubro de 2026 — O Middle East Forum, organização de pesquisa aplicada em políticas públicas, publicou hoje “Destruir a esperança palestina de derrotar Israel”, novo estudo de Meir Ben-Shabbat, assessor de segurança nacional de Israel de 2017 a 2021, um dos arquitetos dos Acordos de Abraão e hoje diretor do Instituto Misgav para Segurança Nacional e Estratégia Sionista (Misgav Institute for National Security and Zionist Strategy).

O estudo sustenta que as conquistas militares de Israel desde 7 de outubro de 2023 são necessárias, mas insuficientes. Enquanto os palestinos acreditarem que podem subjugar Israel pela luta armada, pela pressão política ou por ambas, qualquer acordo levará Israel de volta a um “Oslo 2”. Uma solução duradoura exige o que Ben-Shabbat chama de derrota cognitiva: uma mudança profunda e persistente na percepção do inimigo, que o leve a entender que não pode alcançar seus objetivos pela força e que tentar custará mais do que vale.

As evidências dessa esperança palestina estão documentadas no estudo. Cerca de metade dos palestinos disse ao Centro Palestino de Pesquisa de Políticas e Opinião (Palestinian Center for Policy and Survey Research), em maio de 2025, que apoiava a decisão do Hamas de atacar em 7 de outubro; em agosto de 2026, 72% afirmaram que o Hamas não deveria se desarmar antes de uma retirada completa de Israel de Gaza. Em 32 anos, a Autoridade Palestina jamais processou um único palestino por terrorismo contra Israel. Ela paga a terroristas e suas famílias cerca de NIS 1,47 bilhão por ano, suas escolas ensinam o massacre de 7 de outubro como modelo e suas forças de segurança passaram de uma corporação policial de 30 mil homens para um contingente armado estimado em 70 mil. Em 16 de setembro de 2026, o Departamento de Estado dos EUA concluiu que a OLP e a AP haviam “mais uma vez” descumprido seus compromissos. O Hamas chama os 160 reconhecimentos internacionais de um Estado palestino de “um dos frutos do ataque de 7 de outubro”.

Ben-Shabbat também identifica os primeiros sinais de que uma derrota cognitiva está ao alcance. Um clérigo graduado de Gaza decretou que o Hamas violou a lei islâmica em 7 de outubro. Hassan Nasrallah admitiu um golpe “sem precedentes” dias antes de Israel matá-lo. Comentaristas egípcios, libaneses e palestinos agora escrevem que a “unidade das frentes” era uma ilusão e que a opção militar contra Israel ruiu.

O estudo apresenta oito linhas de ação para Israel:

  • Gaza primeiro: desarmar o Hamas, desmilitarizar a Faixa, manter o controle de segurança em mãos israelenses, proibir o Hamas também na AP e permitir a emigração dos habitantes de Gaza que queiram sair, aproveitando a margem de manobra deixada pela Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU, para que o arcabouço do Board of Peace não se torne um “Oslo 2.0.”
  • Opor-se a eleições palestinas agora. Abbas cancelou em 10 de outubro a votação prevista para 28 de novembro de 2026 e convocou eleições gerais para 11 de setembro de 2027; Ben-Shabbat argumenta que eleições dariam legitimidade internacional a uma entidade inalterada e produziriam uma única exigência a Jerusalém: entregar as chaves de Gaza..
  • Redividir os poderes de controle: administração municipal para os palestinos, segurança apenas em mãos israelenses, com uma saída gradual do arcabouço de Oslo.
  • Parar de dar passe livre à AP por suas violações.
  • Cortar o envolvimento turco e catariano e manter ambos fora de qualquer força-tarefa ou mecanismo de estabilização em Gaza.
  • Remover da arena palestina a UNRWA, o mecanismo que preserva o “direito de retorno” e, com ele, a esperança palestina.
  • Sustentar o ímpeto de assentamentos na Judeia e Samaria, porque fatos consumados no terreno mudam a consciência.
  • Aprofundar a separação entre a AP e os cidadãos árabes de Israel, a começar pela reunificação familiar, pela residência ilegal e pelos professores formados pela AP nas escolas israelenses.

“Meir Ben-Shabbat dirigiu o Conselho de Segurança Nacional de Israel e passou três décadas no Shin Bet. Quando ele diz que as eleições da Autoridade Palestina são uma armadilha e que o arcabouço do Board of Peace pode derrapar para Oslo 2.0, Washington deveria ouvir”, afirmou Gregg Roman, diretor-executivo do Middle East Forum. “Este estudo põe números no que 7 de outubro revelou: metade dos palestinos apoiou o massacre, a AP nunca processou um terrorista e 160 governos recompensaram esse histórico com o reconhecimento. A tarefa de Israel é acabar com a esperança que produziu isso. A nossa é garantir que a política americana pare de alimentá-la.”

O estudo completo está disponível aqui.

Sobre o Middle East Forum

O Middle East Forum, centro de pesquisa sem fins lucrativos, promove os interesses americanos no Oriente Médio e protege a civilização ocidental do islamismo. Faz isso por meio de suas publicações, pesquisas, iniciativas de políticas públicas e programas de educação pública.

Para mais informações, entre em contato: Gregg Roman info@meforum.org +1 (215) 546-5406 @greggroman (X)

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